Suspeita de matar o namorado com um brigadeirão envenenado, Júlia Andrade Cathermol Pimenta detalhou para a comparsa, a cigana Suyany Breschak, o que fez para esconder o cheiro do corpo em decomposição dentro do apartamento. O empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond foi encontrado morto, com o corpo em avançado estado de decomposição, dentro de seu apartamento no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, no dia 20 de maio.
Júlia está foragida e é investigada pela autoria do crime. A cigana Suyany Breschak foi presa, apontada como comparsa de Júlia, por ter ajudado a orquestrar o assassinato e por tê-la ajudado a se apropriar de bens da vítima. Em depoimento à polícia, Suyany contou que Júlia contratava seus serviços como cigana para que a família e namorados não descobrissem que ela era garota de programa.
De acordo com a investigação, Júlia conviveu com o corpo de Luiz por um fim de semana, dentro do apartamento, e tomou medidas para lidar com o forte odor. O corpo estava sentado em cima do sofá, e no apartamento o ventilador de teto e um de chão estavam ligados, quando a polícia chegou.
Júlia teria reclamado do cheiro para Suyany, e disse que usou lençóis e cobertores para enrolar o corpo. Um dia depois do crime, a namorada de Luiz chegou a limpar o apartamento com água sanitária, depois que um urubu pousou na janela.
Os vizinhos se incomodaram com o cheiro forte que saía do apartamento e acionaram as autoridades alguns dias depois do crime.