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Campos-RJ: Pacientes renais estão no corredor da morte

Foto: Cesar Ferreira

Em Campos dos Goytacazes (RJ), a pobre cidade rica da zona produtora de petróleo, os pacientes renais estão condenados a padecer por falta de medicamentos na rede pública e cancelamento de cirurgias. 

A cabeleireira Michele Chagas de Souza, de 44 anos, está com um cateter no rim há 9 meses, período em que fez uma cirurgia no rim esquerdo. A substituição tinha que  ter sido feita há oito meses. 

A metade do seu rim do lado direito está tomada por um cálculo que só pode ser retirado por meio de intervenção cirúrgica, mas o Hospital Geral de Guarus (HGG), não realiza o procedimento por falta de materiais, segundo ela foi informada pelo próprio médico.

“Fui ao hospital nesta segunda-feira (dia 4) e tinha vários pacientes na mesma situação e sentindo dores. O médico disse que não poderia fazer a minha cirurgia e daria a mesma notícia aos demais pacientes. Não tem material. Todos seriam encaminhados para o núcleo (departamento da Secretaria Municipal de Saúde que realiza o encaminhamento para cirurgias). Só Deus sabe quando faremos a cirurgia”, disse.  

A cabeleireira cita o caso de uma outra paciente que expeliu um cateter enquanto fazia compras no supermercado. “Nunca tinha visto isso na minha vida. A mulher estava com o cateter há vários meses e não retiraram. Ela expeliu e se urinou toda”, afirmou Michele, que também gravou um vídeo para expressar sua insatisfação. 

A situação é grave. Já tem pacientes perdendo as funções renais. Enquanto isso, o prefeito Wladimir Garotinho (Progressista) está na balada. Em sua rede social, recentemente, divulgou vídeo saboreando um drink e rebolando até o chão, comemorando o aniversário de 15 anos da filha em uma festa de arromba. 

O município de Campos  tem um orçamento anual superior a R$ 3 bilhões. Só o orçamento da saúde chega a R$ 1 bilhão, mas nas unidades de saúde falta até dipirona e papel higiênico, segundo denúncia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Siprosep). 

Redação

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