De volta à cidade de Campos com ciência, arte, tecnologia, cultura e muita emoção. Foi assim que o multiartista Itamar Crispim abriu, na noite desta terça-feira (11), a exposição “A Ciência Caiu na Tinta”, no Palácio da Cultura – Centro Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Cetec). Nascido no município e com familiares no Parque Rosário, Itamar pertence ao mundo, mas não esqueceu suas raízes. Ele é designer gráfico, artista plástico, fotógrafo e tecnólogo em saúde pública, e presenteou os campistas com um acervo de 30 obras, agora expostas permanentemente nos corredores do Palácio.
Organizada pela Subsecretaria de Ciência e Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), a vernissage de abertura ocorreu com participação de convidados, no entanto, nesta quarta-feira (12) e quinta-feira (13), o artista permanece no local para recepcionar e dialogar com os visitantes, das 9h às 16h.
O evento de abertura contou com apresentação musical do saxofonista e flautista, Gil Lima (subtenente Giuliano do Corpo de Bombeiros), e participação do vice-diretor de Gestão e Infraestrutura da Fiocruz Paraná – Instituto Carlos Chagas, Robenson Luiz Minski; subsecretário de Ciência e Tecnologia, Henrique da Hora; gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Seduct, Carla Salles; a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro, representando o prefeito Frederico Paes; vice-reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Fabio Olivares; e do cientista em saúde pública, servidor aposentado da Fiocruz, Maurílio José Soares, um dos responsáveis pela criação da Uenf.
Seis unidades escolares da rede municipal de ensino visitaram o espaço nesta quarta: Dr Luiz Sobral, Amaro Prata Tavares, Ciep Clóvis Tavares, Pequeno Jornaleiro, Ferroviário Jacy Barbeto e Professora Eunícia Ferreira da Silva. Além disso, os visitantes estão participando de oficinas para releitura das obras, com os alunos do Clube de Desenho da Escola Amaro Prata Tavares, conduzido pelo animador cultural, Luciano de Paula.
A exposição dispõe, ainda, de um espaço audiovisual, com apresentação das telas em movimento, registros do making of, entrevistas com o artista e uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o processo criativo desta exposição. O público pode interagir com o multiartista registrando suas impressões sobre a exposição. A curadoria é de Ana Cristina Henrique de Paula.
Para Itamar, a exposição está mudando a visão das crianças em relação à ciência. “Estou muito feliz de trazer essa exposição para a minha terra natal. É um prazer estar fazendo isso. Meu objetivo é garantir um espaço de inclusão, representatividade e democratização do saber. Não existe ciência sem arte. Desde que o mundo é mundo, a ciência só ganhou os seus registros, seus avanços, suas publicações através da arte. Seja ela a fotografia ou uma edição. A ciência anda junto com a imagem, anda junto com a arte, para mim não tem como separar ciência da arte. E sem a ciência não há vida, sem a ciência, a humanidade não existe. E esse é meu objetivo: levar a informação da ciência a todo canto, a quem não tem acesso”, disse.