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Rodrigo Bacellar turbina pré-candidatura ao governo do RJ com apoio da “superfederação”

A pré-candidatura de Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ao governo do estado ganhou um impulso decisivo com a oficialização da federação partidária entre União Brasil e Progressistas (PP), batizada de União Progressista. 

A aliança, selada em Brasília na terça-feira (29), já anunciou Bacellar como seu principal nome para a sucessão estadual em 2026, consolidando-o como herdeiro político do governador Cláudio Castro.

O peso da União Progressista

A nova federação surge como a maior força política do país em números:

  • 109 deputados federais (maior bancada da Câmara);
  • 14 senadores;
  • Quase 1,4 mil prefeitos;
  • 6 governadores;
  • R$ 1,15 bilhão em recursos (fundo eleitoral + partidário).

Esses números garantem à aliança influência sem precedentes nas eleições de 2026, desde disputas municipais até a presidência da República, onde o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), já circula como pré-candidato.

Bacellar: O “unânime” da Alerj na mira do Palácio Guanabara

Bacellar, que em 2024 foi reeleito presidente da Alerj por unanimidade – fato inédito na história da casa –, reúne apoio de centro-direita, bolsonaristas e até setores da esquerda. 

Sua articulação com a máquina estadual e a estrutura da União Progressista o coloca como nome forte para suceder Cláudio Castro, fortalecendo o grupo no comando do RJ.

Estratégias e tensões internas na federação

A federação, que atuará unificada até 2030, ainda debate posicionamentos-chave:

  • Apoio a Lula: Há defensores de uma aliança com o governo federal, mas sem consenso;
  • Candidatura Presidencial: Ronaldo Caiado busca espaço, enquanto o Progressistas mira cargos estratégicos;
  • Comando Compartilhado: Até dezembro, a liderança será dividida entre Antonio de Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP), ex-ministro de Bolsonaro.

Impacto no Rio e no Brasil

No RJ, a aliança deve blindar Bacellar contra rivais de outras siglas na base aliada, enquanto nacionalmente a União Progressista promete ditar rumos no Congresso. Com R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral, a federação tem recursos para bancar campanhas em todos os níveis, incluindo uma possível investida presidencial.

A federação trabalha para consolidar seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e definir táticas para 2026. Enquanto isso, Bacellar terá o orçamento da Alerj e a influência da União Progressista para pavimentar sua jornada ao Palácio Guanabara, em um movimento que pode redefinir o jogo político fluminense.

Redação

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