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Eleitora de Italva vai parar na delegacia depois de fotografar o voto e botar no status do WhatsApp

Uma eleitora de Italva, no Noroeste Fluminense, foi parar na delegacia depois de fazer foto do seu voto no segundo turno da eleição presidencial, no último domingo (25). Ela admitiu à Polícia Civil que saiba que era ilegal, mas mesmo assim achou boa ideia fazer uma foto da tela da urna eletrônica e colocar no status do WhatsApp.

A foto foi tirada por volta as 14h, na seção eleitoral 53, que ficava na Escola Municipal Dr. Matos, na zona rural do município. Ela votou em Flávio Bolsonaro (PL).

“Tenho conhecimento de que a conduta de fotografar o momento da votação e divulgar a imagem é ilícita, mas, mesmo assim, decidi realizar a publicação”, confirmou a eleitora ao assinar depoimento à Polícia Civil, que investiga o caso.

Um técnico da Justiça Eleitoral viu a situação, comunicou o ocorrido à Polícia Militar e encaminhou uma captura de tela da publicação. Depois de ser localizada pela PM, a eleitora foi até a Justiça Eleitoral e em seguida levada à delegacia para prestar esclarecimentos.

O caso foi registrado como possível violação do sigilo do voto, crime previsto no Código Eleitoral. A mulher disse que não fez a foto por nenhum motivo especial. Ela também disse que apagou a publicação e excluiu a foto do seu celular.

O artigo 312 do Código Eleitoral diz que é crime violar ou tentar violar o sigilo do voto. A pena é de detenção de até dois anos. A legislação eleitoral proíbe o uso de celulares e de outros equipamentos dentro da cabine.

Redação

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